O preço dos imóveis irá cair?

Deixo aqui meu testemunho: desde 1984, ano que marca o início das atividades da CMB e de minha vida profissional, eu nunca presenciei  uma queda no preço dos imóveis.

Houve sim, durante todo esse período, fases de estabilidade de preços.

Como essas fases coincidiram com períodos de inflação elevada, houve, em termos relativos, uma desvalorização dos imóveis em relação a outros bens.

A desvalorização acumulada é um dos fatores que explica o grande ajuste de preços ocorrido nos últimos anos, que gerou uma valorização dos imóveis em cerca de 300%.

Ou seja, não houve “bolha”. Houve, sim, ajuste de preços relativos que, por outro lado, foram alimentados pelas facilidades de acesso ao crédito imobiliário.

Porém, bastou um desaquecimento na atividade econômica do país, para que alguns compradores passassem a utilizar o argumento de uma eminente queda dos preços para justificar suas propostas, às vezes, muito inferiores aos valores solicitados pelos proprietários.

Ocorre que, de fato, não está havendo um movimento de queda de preços: existe apenas uma expectativa por parte dos compradores de que isto ocorra.

A simples observação dos preços dos últimos imóveis colocados à venda comprova tal afirmação.

E mais, os proprietários não estão cedendo facilmente às propostas inferiores que estão surgindo, como os compradores poderiam estar imaginando.

Por outro lado, cabe aqui uma ressalva importante: nós, profissionais conscientes do mercado imobiliário, não podemos abandonar a tarefa diária de convencer os proprietários a respeito do verdadeiro valor de mercado de seus imóveis.  Isto porque muitos deles ainda estão acreditando que o mercado esteja absorvendo preços elevados.

Em nossos dias, mais do que nunca, as informações circulam com facilidade e rapidez impressionantes: os compradores, com um mínimo esforço, acessam dados comparativos que lhes permitem obter uma compreensão nítida do valor dos imóveis.

Mais do que nunca, nós, corretores, precisamos desenvolver uma argumentação consistente em relação a ambos lados da negociação.

Evidente que, como intermediários e interessados na realização dos negócios, somos os porta-vozes das duas partes, não apenas de uma delas. Mas, como profissionais, nossa leitura de mercado precisa ser técnica e imparcial.

Claudio Antonio Brandão

Diretor de Vendas CMB IMÓVEIS

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