A bipolaridade do brasileiro e o mercado imobiliário

Não sou o primeiro que se atreve a afirmar que o brasileiro é bipolar: oscila rapidamente da euforia à depressão e vice-versa.

E não é que agora alguns investidores “redescobriram” o mercado imobiliário dos Estados Unidos?

A edição de fevereiro da revista “Exame” noticiou que os brasileiros estão entre os quatro maiores compradores de imóveis em Miami, atrás apenas do Canadá, Reino Unido e Austrália.

As maiores razões para tal fato seriam (1) preços relativamente mais baixos em relação aos imóveis brasileiros; (2) incerteza em relação aos rumos de nosso país; e (3) pasmem, pela maior segurança do investimento.

Segurança? Mas qual segurança, se, há somente 7 anos atrás, o mercado imobiliário norte-americano foi o principal responsável por uma das maiores crises do capitalismo?

Naquela época, o valor dos imóveis nos Estados Unidos praticamente foi reduzido a pó, levando ao desespero tanto famílias como investidores.

Ao mesmo tempo, em um processo inverso, o mercado imobiliário brasileiro, durante a crise americana, experimentou enorme valorização: os imóveis passaram a ser o investimento mais cobiçado do brasileiro.

Mas bastou o surgimento dos primeiros sinais de desaceleração econômica em nosso país para que a descrença e o pessimismo invadissem a mente dos brasileiros.

Permitam-me a metáfora: o paciente (economia americana) mal saiu da UTI, deixando de respirar com a ajuda de aparelhos, e nós já o estamos tratando como se já estivesse de alta, com a saúde totalmente recuperada.

Demagogia e nacionalismos à parte, outras sociedades passaram por situações muito mais difíceis daquelas que agora estamos enfrentando, inclusive a norte-americana. Mas, nem por isso, os investidores desses países adotaram uma postura tão instintiva e pouco racional como a nossa, influenciada por um pânico desproporcional aos fatos.

Não há dúvida de que os investimentos precisam ser diversificados, diante das oscilações dos mercados e da necessidade de liquidez.

Mas é sempre bom lembrar que as maiores fortunas do país são lastreadas em imóveis e que ainda o maior sonho do brasileiro é ter a sua casa própria.

Cláudio Antônio Brandão

Diretor de vendas CMB IMÓVEIS

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